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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mortandade de peixes pode ter sido pela 'decoada'

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) apresentou no dia 07 o relatório preliminar 02/2011 com o resultado das análises feitas pela equipe da Gerência de Controle e Fiscalização/Laboratório do Imasul. De acordo com o gerente do Imasul, Roberto Gonçalves Machado foram observados os exames da demanda química e bioquímica da amostragem da água coletada no dia 31 de janeiro.

De acordo com o relatório a partir das informações obtidas no local e com as observações feitas, a morte dos peixes não ocorreu na calha do rio Negro e sim em duas baias denominadas “Baía do Dourado” na fazenda Santa Sophia, e “baia da fazenda rio Negro” na fazenda rio Negro. Essas baias têm contato direto com as águas do rio Negro.

A equipe do Laboratório do Imasul constatou ainda baixas concentrações de oxigênio dissolvido, variando de 2,6 a 0,3 mgO2/L, diminuindo gradativamente de acordo com a maior profundidade. O oxigênio dissolvido na água é fundamental para a manutenção da vida aquática e os valores inferiores a 2,0 mgO2/L podem provocar a morte de peixes. “Segundo o relatório preliminar há a possibilidade de ocorrência do fenômeno "decoada" como causa dessa mortandade de peixes”, afirmou o gerente do Imasul.

De acordo com Roberto Gonçalves Machado, o fenômeno (conhecido como decoada) se caracteriza pela entrada de água de baixa qualidade com altas temperaturas com índice de oxigênio quase zero dissolvido que chegam a uma quantidade significativa de forma rápida num determinado ambiente da planície pantaneira. “Nesse caso particular essa água de qualidade ruim chegou em duas baias marginais ao rio Negro no momento que não estava chovendo nessa região, mas na redondeza. Essa água veio lavando o campo trazendo água que já estava quente e com muita matéria orgânica em locais rasos dessa planície adjacente e que acabou levando essas águas para dentro essas baias”, explica.

Roberto Gonçalves explica ainda que essas águas quentes com grande material orgânico e pouco oxigênio dissolvido provocam choque num ambiente, com os peixes que estão praticamente de água parada nas baías. “Eles não tiveram tempo de sair deste ambiente e acabaram perecendo por causa do oxigênio”, justifica.

O gerente do Imasul afirma que o fenômeno é comum no pantanal e ocorre todos os anos no mês de janeiro em alguns locais. “É freqüente na região do Paraguai mirim, no pantanal do rio Paraguai e na região do pantanal do rio Negro, já tínhamos ocorrências em pequena escala, mas deste porte foi a primeira vez”, admitiu. A extensão entre as duas baías onde aconteceu a “decoada” é de cerca de cinco quilômetros.

De acordo com fotos tiradas logo após a ocorrência de mortandade no rio Negro, puderam ser observadas as seguintes espécies de peixes: pintado, cachara, piranha, armau, jurupoca, pacu, piau, piraputanga, mandi e barbado.

Outra parte das amostras coletadas no rio Negro foi enviada para São Paulo para análise dos defensivos químicos e princípios ativos utilizados tanto na pecuária para limpeza de pastagens como na agricultura. “Não descartamos o fator extra de a mortandade ter sido ocasionada pela utilização de produtos químicos. Em uma semana estaremos recebendo este resultado”, comentou.

Segundo Roberto Gonçalves boa parte dos peixes foram ingeridos por jacarés e urubus e moradores locais que pegavam os peixes que estavam começando a agonizar e usaram na alimentação. “Eles usaram na alimentação sem que eles trouxessem nenhum tipo de transtorno para essas pessoas. A idéia por enquanto é que tenha sido o fenômeno dequada mesmo”, observa.

Outra equipe do Imasul retornou ao local entre os dias 1 e 03 de fevereiro e segundo Roberto Gonçalves encontraram poucos peixes e em estado de decomposição. “Observamos algumas espécies de peixe em bom estado e outros de forma jovem que nasceram no final de 2010 e que não foram afetados. O ambiente está se recuperando com a água que vai sendo diluída com o de melhor qualidade”, esclarece.

A apresentação do relatório preliminar contou com a presença do gerente da fiscalização do Imasul, Luiz Ferreira e do gerente de recursos de pesquisa e fauna, Vander M. Fabrício de Jesus.

Fonte: Correio do Estado

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ibama encontra 10 mil hectares desmatados no Pantanal

Em apenas 1 semana de fiscalização na região do Pantanal, o Ibama já embargou mais de 5 mil hectares, registrou 10 mil hectares de desmatamento e aplicou cerca de R$ 20 mil de multa.

A operação acontece junto com as ações dos Guardiões do Pantanal em Coxim e Aquidauana.

Por meio de tecnologias como imagens captadas por satélite e técnicas de geoprocessamento, os locais desmatados são mais facilmente encontrados.

“É um salto qualitativo na nossa fiscalização: esse é um instrumento valioso para o planejamento de nossas ações de fiscalização e estamos comprovando a campo os desmatamentos indicados nas imagens de satélite”, afirma Luiz Benatti, chefe da Dipam (Divisão de Proteção Ambiental do Ibama).

Os levantamentos das áreas desmatadas estão sendo feitos nas regiões que mais apresentam terra sem cobertura vegetal captadas pelo satélite do INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais).

O foco são as áreas desmatadas com maior extensão. “Mas existem áreas de todos os tamanhos e muitas de menor porte espalhadas por todo o bioma pantanal e o cerrado dentro do Estado” diz Ubirajara dos Santos Pires, coordenador do geoprocessamento dentro do Ibama MS.

O novo equipamento, segundo o Ibama, garante a eficácia da atuação da equipe no Pantanal. A área desmatada na região já chega a 7400 quilômetros quadrados, de acordo com levantamento feito pelo Ministério do Meio Ambiente por meio de monitoramento no bioma do Pantanal.

Fonte: Agora MS

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Festival Pantaneiro começa hoje com show de Renato Teixeira

Com um público estimado em 50 mil pessoas durante a edição 2009, o II Festival Pantaneiro, começa nesta sexta-feira (12) no Parque de Exposições “Manoel Antônio Paes de Barros”, com o tema “Povos do Pantanal”, promovido pela Prefeitura Municipal de Aquidauana com parceria do governo do Estado, tem tudo para ser um dos maiores eventos de Mato Grosso do Sul.

Durante três dias o parque de exposições será palco de atividades artístico-culturais reunindo o melhor da música, dança, artesanato, gastronomia e dos esportes pantaneiros. Para o primeiro dia de evento, será realizado o desfile das comitivas, a partir das 15h, pelas principais ruas da cidade.

Às 19h, no mesmo local, haverá encontro das comitivas seguido pela abertura oficial do evento com a presença do prefeito Fauzi Suleiman (PMDB) e várias outras autoridades do município e do Estado. A partir das 20h têm início as Olimpíadas Pantaneiras, seguidas pelo Rodeio com a Cia. Paulo Emílio. Fechando as atividades do 1º dia será realizado o show com um dos maiores ícones da música regional brasileira, Renato Teixeira.

Já no dia 13 teremos o cantor Sérgio Reis e Perla com participação especial de Dino Rocha encerrando com chave de ouro dia 14. Os rodeios em touros e cavalos serão comandados pela Companhia Paulo Emilio de Rodeio.


Fonte: Jornal A Crítica.